O papel e a biodiversidade « Gesto Verde

A produção de papel e a perda da biodiversidade brasileira.


Dentro da produção mundial de papel, a cada seis árvores cortadas, uma é oriunda de uma floresta centenária. Além disso, a produção de 1 tonelada de papel requer entre 2 a 3 toneladas de madeira, a maior quantidade de água em comparação com qualquer outra atividade industrial, e um alto consumo de energia. Produtos químicos necessários para o branqueamento e a separação da celulose são altamente tóxicos, podendo contaminar a água, a terra e os alimentos, causando assim danos a saúde humana e a natureza.

Apesar de que a produção de papel brasileira atualmente utiliza 100% de arvores plantadas em áreas de reflorestamento, especialmente eucalipto (65%) e pinus (31%), isso não garante a preservação da biodiversidade, já que plantação exclusiva dessas espécies se transforma em monocultura. Além disso, existem também denúncias de que parte da Mata Atlântica vem sido destruída ilegalmente para dar lugar a plantação de eucalipto e pinus, que são vendidos as indústrias. A produção de papel com base na monocultura do eucalipto é também altamente dependente no consumo descontrolado de outros recursos naturais. A produção de 1 tonelada de papel novo requer entre 50 a 60 eucaliptos, 100 mil litros de água e 5 mil KW/h de energia.